Banco Central reduz juros básicos para 14,5% ao ano
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A arrecadação do governo federal atingiu R$ 229,25 bilhões em março de 2026, maior valor já registrado para o mês na série histórica iniciada em 1995. Em termos reais, já descontada a inflação, o resultado representa crescimento de 4,99% em relação a março de 2025.
No acumulado de janeiro a março, a arrecadação federal somou R$ 777,12 bilhões, também em nível recorde para o período, com alta real de 4,58% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Desse total, R$ 758,8 bilhões correspondem às receitas administradas pela Receita Federal.
Entre os tributos com maior avanço no trimestre, o destaque ficou com o IOF, cuja arrecadação cresceu 44,45% em termos reais. Também houve alta relevante em Cofins/PIS-Pasep, com expansão de 5,60%, e no IRRF sobre rendimentos de capital, com crescimento de 20,40%. A receita previdenciária avançou 5,37% no período.
O desempenho da arrecadação em março e no trimestre foi impulsionado principalmente pelos tributos ligados a operações financeiras, renda e consumo.
No caso do IOF, a alta foi uma das mais expressivas do período. Em março, a arrecadação com o imposto somou R$ 8,35 bilhões, com crescimento real de 50,06% sobre o mesmo mês de 2025. No acumulado do trimestre, a expansão chegou a 44,45%.
Segundo a Receita, esse avanço reflete mudanças promovidas em 2025 na tributação de operações de crédito e câmbio, além do comportamento dessas operações no período.
Também contribuíram para o resultado o aumento da arrecadação previdenciária, favorecida pelo mercado de trabalho formal, e o avanço dos tributos sobre consumo e serviços, como PIS e Cofins.
A arrecadação de PIS/Pasep e Cofins chegou a R$ 48,14 bilhões em março, com alta real de 4,35% sobre o mesmo mês de 2025. Já no trimestre, o total arrecadado com esses tributos foi de R$ 153,13 bilhões.
Outro destaque veio do Imposto de Importação e do IPI vinculado à importação, que somaram R$ 12,69 bilhões em março e registraram crescimento real de 31,56% na comparação anual. No acumulado do trimestre, essa rubrica teve alta de 2,03%.
Na leitura da Receita, o resultado reflete a atividade econômica, o comportamento do consumo e dos serviços e medidas tributárias adotadas nos últimos anos.
Apesar do desempenho positivo do conjunto da arrecadação, algumas rubricas apresentaram queda.
No acumulado de janeiro a março, IRPJ e CSLL somaram R$ 175,12 bilhões, com recuo real de 1,39% em relação ao mesmo período de 2025. O IRRF sobre rendimentos do trabalho também teve leve retração de 0,59% no trimestre.
Mesmo com esses recuos pontuais, o avanço de receitas como IOF, Cofins/PIS-Pasep, receita previdenciária e IRRF sobre capital garantiu o resultado recorde da arrecadação federal no início de 2026.
A arrecadação é uma das bases do resultado fiscal do governo central e influencia diretamente o cumprimento da meta de 2026. O desempenho do trimestre reforça o início de ano em patamar elevado de receitas, após recordes também em janeiro e fevereiro.
O comportamento da arrecadação ao longo do ano, porém, seguirá dependente da atividade econômica, do mercado de trabalho e do efeito das medidas tributárias já adotadas.
Fonte: Contábeis
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